quinta-feira, 22 de março de 2012

the skin we live in... com rugas

a ideia que os géneros são definidos por preconceitos sociais, mais do que pelo ADN... que tudo pode ser alterado, pela ciência, pela mente, pela arte... é um óptimo ponto de partida... mas não eram precisos 2 horas de artefactos para reflectirmos no assunto... aliás, a ideia que transparece é que a maior parte do público sai da sala a pensar na grandeza dos acessórios e na infantilidade do "típico twist à la almo" (que ideia gira, parecia mesmo uma rapariga), em vez de se questionarem sobre a necessidades social de sermos homens ou mulheres para nos enquadrarmos mais que um pénis ou uma vagina que são manipuláveis como quem fabrica legos, é pena que almodóvar não explore essa matéria, não há aqui problemas de aceitação, ou corpos em cabeças erradas, é tudo criado de propósito... acaba por ser um filme sobre um lunático (um modesto banderas) que procura recriar a mulher e a filha utilizando um corpo... percebe-se a intenção, mas acaba sendo muito supérfluo e muito referencial na abordagem, ao contrário do título é talvez o filme com menos pele de almodóvar...
ainda assim é um bom exercício

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