sábado, 31 de março de 2012

Restless meloso

ok, o guarda-roupa do filme é do melhor... aliás eles parecem saídos de um anúncio à la trend vintage marc jacobs meets ben sherman meets levis... u add it...
depois, um rapaz e uma rapariga (que podia ser um rapazinho, há aqui um sentido de androginia) com vidas fodidas, mal adaptados, socialmente deprimidos, completamente dentro da temática "gus van sant", mas depois, porque é que precisamos de saber que a miúda vai morrer em 3 meses... isso é básico... -"ai que pena, o amor vai acabar!" sentir comiseração por uma personagem 90 minutos é do pior que existe.
a obsessão da personagem com as aves, e os paralelismos básicos com a sua condição (as aves que acordam felizes por estarem vivas mais um dia)... baaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh
a cena mais bonita do filme acaba por ser a encenação da morte de Annabel, engraçado, quando eles encenam a morte e nos iludem na sua inocência, tornam o filme mais humano do ponto de vista do espectador
passar o tempo a invadir velórios de estranhos para se sentir confortável consigo e com os seus pesadelos tem a sua piada... e podia ter sido explorado dessa perspectiva, talvez Annabel devesse morrer no início do filme e não no fim... o que percorre o filme todo e que incomoda verdadeiramente, é esta sensação de falsidade que faz com que a quarentona suburbana ao vosso lado na sala chore baba e ranho num filme do gus van sant... e isso meus caros, não pode ser normal...


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