segunda-feira, 12 de março de 2012

it's not a classic but it aint stupid

Há códigos de bom cinema de terror no terceiro episódio de paranormal activity , não se tornará um clássico, nem é uma obra-prima, mas a ideia que o medo está naquilo que não se vê, no que não se deixa ver, ou no que apenas se vai vendo (a câmara montada numa ventoinha é por isso muito interessante) é de quem fez o trabalho de casa, o medo não é provocado por sustos esporádicos, nem por garras afiadas ou máscaras de silicone. Eu preferia que o filme fosse ainda menos conciso em tentar explicar alguma coisa (bruxas, símbolos, tudo clichés dispensáveis), que o medo fosse mais demente, mais involuntário, mais perturbador, como se os espectadores vivessem um ataque de pânico, sem puder sair daquela casa ou da sala de cinema, como a cena passada na casa de banho, alguém a filmar o seu medo num espelho... porque se sente medo no filme, é verdade, em alguns momentos (o que é raro neste género, nos dias que correm) e só por isso merece ser visto. 
Ariel Schulman depois de Catfish mostra que o que faz é bem feito e deixa-nos pelo menos à espera do episódio 4... o que a avaliar pela porcaria que ai anda não é pouco. 

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