terça-feira, 15 de novembro de 2011

i didnt see this coming

O que uma banda sonora pode fazer a um filme, torná-lo num clássico, talvez nem tanto, mas Drive anda lá perto (um clássico de qualquer coisa), primeiro o genérico, aquele vibe de filme dos anos 80, letras a neon lilás vintage, perfeito, um dos personagens tinha sido produtor de filmes de acção com carros e "cenas sexys" nessa década, os críticos chamavam-lhe "cinema europeu" talvez pelo sexy?
Depois a banda sonora de cliff martinez (sabem aquelas bandas sonoras de filme apocalíptico de ficção cientifica retro, um mimo), e uma história de amor, como já não víamos há muito tempo, os primeiros 25 minutos, fizeram-me (até tenho vergonha de escrever isto) apaixonar-me por aqueles dois, aqueles sorrisos tímidos de quem descobre o amor, podia acabar ali o filme.
Infelizmente o amor não dura para sempre, e tão depressa transforma-se num sub-produto vulgar de filme de acção armado em "natural born killer" a fazer beicinho, "tarantino gone wrong", e "terminator" com falta de apetite, triângulo amoroso patético, mas ele não ia para as corridas, ok, a cena com a máscara de stuntman é engraçada, o filme dentro do filme dentro do filme :O)???
É tudo por amor, e isso salva o filme, ah e o blazer com o escorpião, eu não me importava nada de ter um igual.
Porque é que o gajo que gosta da mulher do outro, o vai ajudar num assalto???
Mas a banda sonora, agarrem-na já.

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