sexta-feira, 26 de agosto de 2011

o jornalismo como se quer (mas quem?)

O jornalismo in loco invadiu a televisão generalista, ora vamos enquadrar a questão?
A Líbia está revoltada, os rebeldes (esse ícone da nova geração do médio-oriente) incentivados pelos ocidentais, revoltaram-se e estão na rua. Portugal que se saiba não mantém laços históricos de amizade, políticos ou mesmo económicos dignos de registo com o país de Kadhafi, excepto o célebre acampamento por alturas de Sócrates, e claro, o preço do petróleo que todos sentimos diariamente ao abastecer o automóvel.
Por que diacho aparece uma jornalista da SIC, literalmente debaixo de tiroteios em directo, e não contente a RTP, não vai de modas e manda imediatamente o seu correspondente no local pôr-se também debaixo de fogo. Mas será que a televisão e o jornalismo chegou ao ponto de achar que as pessoas querem ver jornalistas à beira de levar um tiro em directo a bem do jornalismo? Mas que jornalismo? O que é que de tão importante disseram estes dois correspondentes enquanto falavam debaixo de fogo cerrado? Até agora, que se saiba, não disseram nada de especial... venderam as balas, os estrondos, o perigo eminente, como se fosse um filme de acção directamente de hollywood para o telejornal das 8 da noite? Quem precisa de pipocas e filas de espera, é só esperar pelos directos...

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