segunda-feira, 15 de agosto de 2011

o cinema português e a marginalização da sociedade

como é que podemos realizar cinema, se não compreendemos a pessoa que se senta ao nosso lado no autocarro?
tudo o que se faz são tentativas goradas de projectar uma realidade social que muito raramente corresponde à verdade (em noite escura) de João Canijo houve momentos em que ele quase que atingiu esse patamar, tão caro ao cinema português, o de ser fiel ao mundo que nos rodeia sem cair na sobre intelectualização, ou pura e simplesmente no ridículo e obsessivo, caso do inenarrável "meu querido mês de agosto" do miguel gomes que transcreve literalmente uma aula prática de cinema, com o academismo e o querer mostrar impacto ao professor mais velho, obcecado com os clássicos... 
deixem sempre o talento e a criatividade falar mais alto, e não comprometam ao gosto de quem escreve sobre vocês ou dos festivais onde vão a concurso...
lembrem-se que o cinema foi a última das artes a ser chamada de tal, porque tudo o que ela representa e como diria hitchcock, que o cinema é a forma mais democrática de levar o belo a todas as pessoas, atingido-as emocionalmente, tanto na índia, em portugal, ou no canadá, a arte de reproduzir sons, imagens, pessoas e contar uma história, acima de tudo contar uma história, porque os seres humanos sempre foram atraídos por histórias, mas isso é mais complicado que o "estar", isso do "estar" no cinema contemporânea faria o hitchcock corar de raiva
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