terça-feira, 22 de março de 2011

As modas do nosso país

Para além das modas políticas, sociais, religiosas, existem as modas que insistem em aparecer de 6 em 6 meses, e que mudam de local como quem muda de banco conforme a taxa de juro (sim era uma piada).
Esta coisa da moda lisboa que revela tristemente o estado de quem desenha roupa neste país, e a vergonha que o tecido empresarial demonstra todas as vezes em associar-se ao evento, quando a obrigatoriedade da sua presença é exactamente o que se passa em todas as semanas de moda de interesse, assim devendo ser.
Repetem-se as fórmulas do pedincha, do artístico pobrezinho, do pé rapado figura pública que ocupa os lugares destinados à imprensa que não dá importância à semana de moda da capital (pelo menos aquela que interessaria).
Enquanto em França o escândalo (ou não) de Galliano catapultou ainda mais a exposição mediática da semana de moda (houveram pelo menos 3 designers que mudaram de casa imediatamente na ressaca) em Portugal a única vez que se houve falar de moda portuguesa, é quando um miúdo desequilibrado aspirante a manequim decide violentar e matar um velho frequentador do cor-de-rosa português, em pleno centro de nova Iorque.
Por tudo isto, não há motivo para se publicar foto nenhuma da moda lisboa... ano negro.
Deixo apenas um aplauso a Felipe Oliveira Baptista que vai encetar na próxima estação a sua ligação à Lacoste com a primeira colecção da sua autoria, e ainda Fátima Lopes pela persistência.

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